quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ecobag para quem gosta de livros

Hoje vou falar das minhas ecobags, a primeira comprei em Paris na Shakespeare and company, as 2 seguintes foram ofertas de uma editora a Milady ( é francesa)





Por ultimo vou deixar o link do blogue da Jenyfer, fez um tutorial para o desafio livros (ainda não fiz nada) do grupo de Diy do facebook. o trabalho ficou espectacular. a foto é dela, para apreenderem como se faz: petitjeny - diy-ecobag-com-estampa



DIY: máscara de raposa ( desafio)

Para o desafio de Carnaval do grupo de facebook de Diy, fiz uma máscara com o meu sobrinho.
 A ideia retirei do site Emma Magazine, a autora disponibiliza um tutorial e moldes. Além da raposa, disponibiliza também moldes para urso e texugo. Ver  aqui
Material:
feltro laranja, preto e cinzento
linha
agulha
tesoura
fita
alfinetes para fixar antes de coser
moldes



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

30: O olhar do Açor - Sandra Carvalho

 
Titulo: Sombras da noite branca
Titulo original: Sombras da noite branca
Autor/a: Sandra Carvalho
Editora: Presença
Páginas: 557
Género: Fantasia
Site autor/a: ----

Sinopse: A descoberta dos Açores, e todo o mistério e aventura que a envolveu, foi o mote para esta obra em dois volumes de Sandra Carvalho. É uma narrativa que entretece com mestria verdade histórica e ficção, a realidade da sociedade portuguesa do século XV e a fantasia das personagens e dos cenários imaginados pela autora. Neste primeiro volume, que se centra nas histórias de vida dos fidalgos, ganham principal relevância as figuras de Constance, uma nobre inglesa enviada para Portugal para se casar com Gonçalves Vaz, senhor da valiosa herdade de Águas Santas; Nuno Garcia, um corsário implacável; Leonor, fruto ilegítimo da paixão de Constance e de Diogo, o jovem corajoso, protegido de Nuno Garcia e que Constance conhece durante a viagem, Guida, a escrava negra que cresceu com Leonor, e Tomás Rebelo, o fidalgo malévolo que deseja assenhorear-se de Águas Santas. Intriga, ganância, amor, paixão, e uma aura de misticismo, num romance extraordinário
Opinião: 1° livro de uma distopia: Cronicas da terra e do mar. apesar de começar como um livro histórico este é um livro de fantasia e dirigido ao publico jovem adulto. Preferia que a intriga tivesse sido narrada e que a autora se esquecesse da existência da palavra aleivoso/a ( até tenho pesadelos....), ao ser narrada perdeu dinâmica. Confesso que não gostei mesmo nada de grande parte do livro. Em relação às protagonistas não tive grande empatia, achei umas pirralhas. Comecei a achar piada a partir da chegada do vilão, é também a partir desta parte que a componente fantasia entra em força. A parte final adorei, e é o que me vai levar a ler o segundo. Existem duas intrigas dentro de uma só:
1°: diz respeito à mãe da protagonista: Constante é uma britânica que fica noiva de um aristocrata português. Na sua viagem para Portugal é raptada por piratas, e quando é salva apaixona-se pelo protegido do capitão de quem fica gravida. Mas apesar de o amar continua com o casamento. Conserva um amuleto celta com poderes. Esta intriga é secundaria e serve de introdução ao que vai seguir.
2° intriga: conta a historia de Leonor, filha de Constance e de Gonçalves Vaz um dos homens do rei (pensa ela). Adora o pai e é adorada por ele, o que faz com que aceda a esperar uns anos até lhe encontrar marido. Quando faz 16 anos o pai surge com um pretendente. Este vai ser o ponto de reviravolta, é que o pai dela é administra a vida umas terras conhecidas pelo poder curativo das Águas, algo que é cobiçado, sobretudo pelo vilão. A outra protagonista é a Guida, escrava, filha de escravos da família de Leonor, cresceu como um membro da família, Leonor considera-a uma irmã. Guida herdou da mãe a sensibilidade com plantas curativas e poderes.
O vilão: um irmão bastardo do rei e que é feiticeiro, disposto a tudo, desde matar, envenenar, enfeitiçar de forma a obter o controlo das terras e da água supostamente poderosa. Este vilão tem tudo para me agradar no futuro.
Na parte final as protagonistas vão conseguir escapar à prisão, e Leonor faz-se passar por rapaz de forma a procurar ajuda com o capitão que salvou a mãe e descobrir o paradeiro do pai um corsário temido por uns e respeitado por outros, o que a vai levar a embarcar como marinheiro num barco de piratas.
Nota: 3 /5

29: Sombras da noite branca - Sandra Carvalho

 
Titulo: Sombras da noite branca
Titulo original: Sombras da noite branca
Autor/a: Sandra Carvalho
Editora: Presença
Páginas: 557
Género: Fantasia
Site autor/a: ------

Sinopse: Halvard, o Filho do Dragão, espera ansiosamente a chegada da Noite Branca para assimilar o Conhecimento Absoluto. Quase todos os seus inimigos foram destruídos: apenas o rei Ivarr do povo viquingue, os Guardiães das Lágrimas do Sol e da Lua e os Sacerdotes dos Penhascos ainda resistem. Entretanto, a guerreira Kelda da Montanha Sagrada está pronta para se tornar mestra da Arte Obscura. Mas terá Kelda a determinação necessária para cumprir a missão que a Pedra do Tempo lhe atribuiu? Ou cederá ela à tentação do poder e abrirá o seu coração às sombras da Noite Branca?
Opinião: 8° e ultimo livro da série a saga das pedras mágicas. Felizmente neste livro consultei apenas 2 vezes o dicionário, já tinha a pesquisa do anterior, e é oficial sou alérgica à palavra aleivoso/a ( entretanto já li o novo livro da autora, ela abusa desta palavra). Gostei mais deste livro do que o anterior, mesmo continuando a incomodar o estilo de escrita da autora. A primeira metade é mais do mesmo, Kelda e mais Kelda, sim existe um ou outro avanço, mudança de cenários ou outro personagem, mas ela é exageradamente a meu ver o centro de tudo, e a personagem é muito “plana” sem dinâmica, estava à espera de mais da Oriana, da Inês. O “desaparecimento” do Sigarr, confesso que achei estranho, outro personagem mal aproveitado. Adorei a segunda metade, mais personagens, mais acção e ritmo. Este é o livro final, é neste que se preparam os ultimo preparativos para a batalha, e como toda batalha que se preze, existem muitas consequências, perdas. Mas este não foi apenas um livro de guerra, foi acima de tudo de aceitação da parte mais sombria da Kelda, da confiança adquirida e do amadurecimento como pessoa, e da tomada de consciência que nem tudo pode ser salvo, sobretudo a alma do irmão que há muito já não existia. Na parte final finalmente me reconciliei com a protagonista. Termos romance, tirando a parte em que a Kelda se interessa pelo Sigarr, que não entendi..., finalmente a Kelda e o Lysander vão se entender, algo previsível. A autora reserva algumas surpresas em relação a casais, um ou outro casal que parece forçado, mas que até faziam um par giro. Em conclusão uma boa saga, mas os primeiros livros são os melhores, mesmo sabendo das semelhanças com outra autora que adoro a Juliet acho que a Sandra soube dar o seu toque
Nota: 3,5 /5

28: O filho do dragão - Sandra Carvalho


Titulo: O filho do Dragão
Titulo original: O filho do Dragão
Autor/a: Sandra Carvalho
Editora: Presença
Páginas: 466
Género: Fantasia
Site autor/a: -------

Sinopse: Após a batalha que reduziu a Ilha dos Sonhos a cinzas, Kelda assume-se como Sacerdotisa dos Penhascos para salvar o seu povo. Contudo, terá de combater Deimos, o rei do Povo do Fogo, e o terrível feiticeiro Sigarr. Na Terra das Montanhas de Areia, centenas de navios de guerra estão prontos para navegar rumo ao Império e à Grande Ilha, enquanto os Seres Superiores digladiam entre si. Kelda apenas pode contar com a preciosa ajuda da Observadora Íris, a única que tem a coragem de contradizer o Conselho. Conseguirá Kelda manter a essência pura, libertar o irmão da influência de Sigarr e salvar os Viquingues e os Aliados? Ou será obrigada a erguer armas contra aqueles que jurou proteger?
Opinião: 7° livro da série a saga das pedras mágicas. Gosto da série, mas este livro desiludiu-me. De um estilo simples a autora passou para aquilo que considero estilo pomposo. A escrita ficou mais pesada e cheia de palavras que nunca ouvi na minha vida. Até agradeço o aumento do meu vocabulário, mas dispensava. Quando leio um livro, gosto de entender aquilo que leio, quando não consigo entender uma palavra com a ajuda do contexto, procuro num dicionário. Neste livro isso foi uma constante, o que acabou por me enervar, frustrar e se tornar cansativo, porque acabei por perder o ritmo de leitura com este ler, para, procura palavra, volta a ler...isto acabou por fazer com que a intriga se perdesse. Em relação à intriga devo dizer que se focalizou muito na Kelda, uma Kelda que se comportava como uma autentica pirralha. Gostei mais da parte final do que do resto do livro. Neste livro a Kelda vai viver com o irmão, com a desculpa de aceitar lutar ao seu lado, vai tentar saber mais sobre a profecia e como lidar com o seu lado obscuro. Foi uma pena que devido ao excesso de protagonismo da Kelda, outras personagens que prometiam fossem pouco desenvolvidas. O aspecto mais interessante deste livro é a mudança do Sidarr, e de uma não direi mudança, mas um esclarecimento sobre quem é que é o vilão. Interessante evolução do Erebus A parte final é bastante violenta
Nota: 2 /5
 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

27: A virgem cigana - Santa Montefiore

Titulo: A virgem cigana
Titulo original: The gypsy madonna
Autor/a: Santa Montefiore
Editora: Bertrand editora ( livro de bolso)
Páginas: 455
Género: Contemporâneo



Site autor/a: http://www.santamontefiore.co.uk/
Sinopse: Mischa conhece bem a sensação de abandono. O seu pai alemão desapareceu no final da guerra, deixando-o a ele e sua à mãe entregues ao ódio e ao desprezo dos outros habitantes da vila francesa.

Um dia o vento traz-lhe Coyote, um americano, e a sua vida muda radicalmente. Deixando a França para trás, Mischa reencontra a felicidade ao lado da mãe e de Coyote numa pequena cidade americana. No entanto, e tal como aconteceu com o seu pai, o padrasto também desaparece de repente sem uma palavra.
Já adulto, Mischa vive atormentado por estas cicatrizes. Quando a sua mãe, ao morrer, entrega a um museu A Virgem Cigana, um célebre quadro de Ticiano cuja existência Mischa desconhecia por completo, este decide então regressar a França para fazer as pazes com o seu passado e descobrir a verdade sobre a origem do quadro, por mais dolorosa que esta possa ser


Opinião: Adorei este livro sobretudo a 1° parte. Livro narrado na 1° pessoa, escrita simples, o estilo é bastante poético e com momentos de alguma magia. Romance existe pouco, mas não me incomodou nada. O protagonista é Mischa, um francês que foi viver para os EUA quando era criança, cujo inicio de vida pode-se classificar de dramático. Esta personagem é bastante complexa, a autora soube transmitir na perfeição a mistura de violência, inocência, de vazio, solidão. Este livro começa com Mischa perdido depois de perder a mãe, uma pessoa fechada, considerada fria, e com um mistério para resolver. Pouco antes de morrer a mãe ofereceu a um museu um quadro valioso, cuja existência ele desconhecia, tal como o mundo da arte. É impulsionado pelo afastamento da companheira a tentar descobrir o que se esconde por detras deste misterioso quadro. Esta viagem” vai permitir ao protagonista enfrentar-se com o seu passado, enfrentar a dor, e descobrir afinal quem é, quem foram os pais, o que aconteceu ao segundo companheiro da mãe que à mais de 30 anos estava desaparecido, e que voltou à aparecer por momentos para voltar a desaparecer. A autora conta a historia entre o passado e o presente. Gostei da parte do presente e das surpresas que a autora reservou, mas foi a parte que se desenrola a seguir à 2° guerra que eu adorei. Esta parte conta a historia de Mischa, uma criança de 6 anos que vive com a mãe, e que tem uma particularidade: não fala. A vida destes dois é tudo menos um mar de rosas. A mãe apaixonou-se por um alemão, casando-se com ele e dando à luz Mischa, algo que as pessoas não vão perdoar. São os parias da vila, odiados por quase todos, o único que lhes estende a mão, é um colega de trabalho dela, que a ama. Proibido de ir à escola, Mischa cria o seu próprio mundo, um amigo imaginário com quem partilhar alegrias e tristezas. É um menino triste. Mas tudo se modifica quando chega um novo hospede ao hotel em que a mãe trabalha, um americano chamado Coiote. Para ele este americano é um mago, com a sua guitarra, e voz consegue aos poucos transformar as pessoas, que se tornam mais simpáticas com ele, as crianças convidam-no para brincar, melhor ainda, faz uma amiga a Claudine. Com ela sente-se finalmente uma criança. Mas a magia final acontece quando recupera a voz. Ao longo do livro acompanhamos a transformação de Mischa, os altos e baixos da sua vida, a relação complicada com a mãe, a sua incapacidade para se comprometer. A sua chegada à vila que sempre o atormentou vai abrir uma caixa de Pandora, mas também permitir-lhe descobrir uma nova faceta dos pais, o segredo do quadro, a verdade sobre o desaparecimento de Coiote, e descobrir que podem existir segundas oportunidades nos amor. Uma das coisas que se podem concluir deste livro é que não existem coincidências.

Nota: 4/5