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terça-feira, 22 de setembro de 2015

146: Las lagrimas de la diosa Maori - Sarah Lark

Titulo: Las lagrimas de la diosa Maori
Titulo original: Die tränem der maori-göttin
Autor/a: Sarah Lark
Editora: Editiones B
Páginas: 802
Género: Landscape
Site autor/a: sarahlark
Sinopse: «Echaron a volar sus cometas y sus sueños hacia los dioses. Y las manu de colores se llevaron consigo la tristeza.»

Tras seducir a un millón y medio de lectores en castellano, Sarah Lark cierra la magistral trilogía con que da voz a la mujer. Ahora, además de las habituales sagas familiares ambientadas en un país exótico, Lark nos habla de las pioneras de las conquistas sociales femeninas: primero el sufragio, después el acceso a la universidad y, por último, la posibilidad de volar, volar, volar…

Nueva Zelanda, 1899. El hijo de Lizzie y Michael Drury es enviado como médico a Sudáfrica, donde se libra la guerra de los Bóers, para gran disgusto de Roberta, quien luchará para estar con él a toda costa. Paralelamente, la joven Atamarie obtiene una importante victoria: ser la primera mujer que cursa estudios de Ingeniería en la Universidad de Nueva Zelanda. Desde niña le fascinaron las cometas maoríes, pero ahora esta afición le permite conocer al pionero de la aviación mundial…



Opinião: ultimo livro da trilogia Kauri. Adorei o livro, a autora “quebrou” um pouco a linha de conduta que tinha tido em todos os livros que li até ao momento, em relação à importância dos protagonistas. A autora colocou sempre em evidencia mulheres fortes e independentes, relegando por vezes os protagonistas masculinos. Neste livro vai focar-se de igual modo em ambos. Outro aspecto positivo é a diminuição de violência física que se agradece. Os protagonistas são os descendentes das personagens principais dos primeiros livros. A escrita é fluida e contada a diferentes vozes. Vão existir dois cenários a Nova Zelândia e a África do Sul. No primeiro cenário a autora continua o relato da vida das diferentes famílias colocando em destaque a Atamarie primeira mulher a estudar engenharia e com o seu sonho por sonhar, no segundo cenário a autora vai focalizar-se na guerra entre o império inglês e os Boers, utilizando para isso o Kevin que se vai voluntariar como médico no exercito e vai viver em primeira mão esta guerra, ao ser destacada para gerir o hospital de um campo de concentração de mulheres e crianças boers. É um livro que destaca o racismo, com muito drama e emoção, mas também a esperança e o sonho. Os protagonistas:

Kevin: filho mais novo de Lizzi e Michael. Médico, é um homem atraente e que utiliza o sue carisma. Mulherengo, vai-se envolver com uma cantora vinda dos EUA, mestiça. Esta paixão vai complicar a sua vida. Egoísta e imaturo, decidi fugir às responsabilidades inscrevendo-se como voluntario no exercito. A guerra via ser um choque, mais maduro, vai apaixonar-se por uma bóer que o detesta e que o culpa pela morte dos seus. Entre os dois existe atracção, mas o choque cultural e ódio vão ser complicados a ultrapassar. E para complicar quando finalmente regressa casado com ela, a antiga paixão do seu passado volta a assombrar a vida dele. Nesta parte achei que ele foi muito estúpido e a desculpa dele esfarrapada.
Doortje: bóer. Desde pequena que foi criada para seguir o modelo de vida da sua comunidade. Sociedade patriarcal, que segue à letra o antigo testamento. Racista. Disposta a tudo para lutar contra os ingleses e contra Kevin. A vida dele vai ser dramática. Sozinha, rejeitada pelas outras mulheres do campo acaba por aceitar o pedido de casamento de kevin. A vida dela na Nova Zelândia vai ser uma luta constante, cultura muito diferente. Vai ser quem menos ela esperava que vai ter ajuda para se integrar.
Atamari: filha de Colin ( que neste livro ainda aparece para fazer das deles mas que vai ter o fim que merece) e de Matariki. É a primeira mulher a entrar numa universidade para estudar engenharia. Tem o sonho de voar e envolve-se com um assistente de um professor algo estranho chamado Richard. Esta personagem é verídica e a autora quis prestar-lhe homenagem. Ele é um génio mas que vive entre a alegria e a depressão mais profunda. Ambos vão ter uma relação estranha que sobrevive graças ao sonho de ambos de voar. O outro elemento do triângulo é um jovem maori que também ele sonha em voar o Rawiri e que de uma forma discreta e segura vai indo aos poucos conquistando Atamarie.
Roberta: filha de Violet. Apaixonada por Kevin. Estuda para professora. Sabe que ele não a ama, mas vai atrás dele a África inscrevendo-se como professora voluntaria para os campos. Também a guerra a modifica, mas vai ser algo que presencia de regresso a casa que a vai abrir os olhos e dar uma oportunidade a Vicente, um veterinário australiano que conhece em África e que vai trabalhar para a Nova Zelândia.
Juliet: a mulher fatal deste livro. Mestiça, de uma família rica, e mimada pelo pai abandona tudo pelo sonho de ser uma cantora famosa . Acaba na Nova Zelândia a tentar dar o golpe no Kevin. Os planos saem furados e é com o Michael que termina casada para logo o abandonar, e mais tarde voltar à carga com o Kevin. Esta personagem tem uma certa piada. Interesseira, maquiavélica.
Michael: irmão mais velho de Kevin. Estudou agricultura, é menos mundano que o irmão. Apaixona-se pela Juliet. Esta personagem vai sofrer um pouco. Vai-se apaixonar pela Nandé antiga escrava de Doortje, que veio com ela e agora trabalha para a esposa.




Nota: 4,5/5

domingo, 4 de janeiro de 2015

225: A la sombra del arbol Kauri - Sarah Lark

   
Titulo: A la sombra del àrbol Kauri
Titulo original: In schatten des Kauribaums
Autor/a: Sarah Lark
Editora: Ediciones B
Páginas: 808
Género: Landscpe
Site autor/a: http://www.sarahlark.es/
Desafio 2014 :  -------

Sinopse: Nueva Zelanda, 1875. Lizzie y Michael Drury han cumplido el sueño de tener una granja de ovejas, y ante ellos parece abrirse un futuro prometedor. Pero su vida se descontrola de repente cuando su hija mayor, Matariki, es secuestrada por un líder maorí. Mientras Michael hace todo lo posible por recuperar a su hija, en la familia Burton un acontecimiento sorprendente llena de alegría a Kathleen: su hijo Colin vuelve a Nueva Zelanda. Sin embargo, nadie sospecha las consecuencias de este regreso... Por primera vez en todo el mundo un país permitió votar a las mujeres. Hoy Sarah Lark homenajea a todas esas pioneras que lucharon por su liberación. La trilogía que da voz a la mujer.
Sarah Lark ha seducido a siete millones de lectores en todo el mundo con sus grandes sagas familiares ambientadas en parajes exóticos. Ampliamente imitada, Lark ha sabido crear y consolidar un nuevo género narrativo, el landscape, en que sus heroínas viven unos destinos marcados por la aventura, los viajes, el romanticismo y la historia. Hoy las novelas de Sarah Lark han encontrado a más de un millón y medio de seguidores en castellano, convirtiéndose en un fenómeno global que ya viaja a todos los rincones del planeta
Opinião: 2° livro da trilogia Kauri. 7° livro da autora que leio, e o esquema é sempre o mesmo. E eu continuo a achar o mesmo: gosto da intriga, mas dispensava o excesso de violência, sobretudo violeções, e continua a gostar mais do romance secundario. Neste livro a autora coloca em evidencia 3 temas: o movimento sufragista da Nova Zelândia e tudo o que rodeou a luta para poderem exercer o direito ao voto; a luta de algumas tribos pela terra, e a homossexualidade no feminino (achei piada ao facto de ser “ignorada”, de ser negada a sua existência). Neste livro esta em destaque a segunda geração. O primeiro casal, ou melhor dizendo trio amoroso:
Matariki: filha de Lizzie foi criada como pahenka, apesar das suas raízes maories por parte do pai biológico, por isso não entende o ódio de algumas tribos tem por estes. Mimada e um pouco estupida. A ida para uma escola particular e mais tarde com o rapto do pai biológico e todas as suas consequências, vai entender e descobrir da pior forma a realidade. Vai-se envolver com o Colin filho de Kathleen que volta ainda pior da Inglaterra. Romance que não corre como ela quer, Colin apenas quer dinheiro e se não o consegue com ela é com outra. Envolve-se na política, na luta pelos direitos dos maoris, mas também dos direitos das mulheres. O outro membro do triângulo é um guerreiro maori. Matariki vai aprender com o tempo a aprecia-lo, e a descobrir um outro lado dele.
Colin: perfeito vila, ambicioso, traidor, violento, despreza as mulheres. É um sedutor e aproveita-se desse facto para conseguir o que quer. Volta da Inglaterra com um objectivo que consegue utilizando os piores métodos.
Kupe: guerreiro maori, a sua tribu foi eliminada, o que fez com que crescesse num orfanato branco. Une-se ao grupo do pai biológico dela à procura das suas raízes, conhece Matariki e apaixona-se, mas é ignorado por ela. Separados por Colin, Kupe faz de tudo para a ignorar mais tarde e desprezar, mas o amor continua. Vão se encontrar anos mais tarde e trabalhar em conjunto por dois ideias o direito das mulheres e dos maoris.
A intriga que eu adorei:
Violet: conhecemos esta personagem com 13 anos. De uma família pobre, o pai é mineiro, gasta quase todo o dinheiro em álcool, e é bastante violento. A vida coloca-a no caminho de Kathleen e da filha Heather. Acaba na Nova Zelândia, as o pai também esta e não esta disposto a abdicar de uma empregada gratuita. Por amor à irmã mais nova Rosie, e por que não tem escapatória acaba de novo nas mão do pai e irmão mais velho que segue as pisadas do ultimo. A vida desta personagem e da irmã é de violência, fome, miséria. Mas isto não a destrói faz dela alguém mais forte. Violet é uma sobrevivente. Casada contra vontade, vê a sua liberdade passar do pai para o marido, um jogador. Quando trabalhou com Heather conheceu o irmão desta Sean e apaixonou-se, um amor impossível, pela diferença de idades na época, mas sobretudo pelo estrato social dele, jovem advogada de boas famílias e com dinheiro. Encontram-se mais tarde, ela continua apaixonada, ele descobre a mulher, mas que esta casada. Mas a vida vai dar uma nova oportunidade a esta personagem. Apesar da violência esta é a intriga que mais me cativou, mais humana, realista, mais acçao e ritmo. Violet é daquelas personagens que da vontade de adoptar.
A autora introduz o lebianismo com a Heather e da a conhecer como a homosexualidade no femennino era vista. Adorei a parte final desta personagem, sobretudo com a “surpresa” ao Colin, e com o facto dela ter conseguido ser feliz na escolha que fez e apiada pelos seus, com a excepçap do Colin mas entende-se :).


Book trailer:
 

Nota: 3,5/5

domingo, 31 de agosto de 2014

160: Hacia los mares de la libertad - Sarah Lark



Titulo: Hacia las mares de la libertad
Titulo original: Das gold der maori
Autor/a: Sarah Lark
Editora: Editiones B
Páginas: 718
Género: Landscape
Site autor/a:http://www.sarahlark.es/
Desafio 2014 :------
Sinopse original: Una emocionante saga familiar sobre aquellos irlandeses que colonizaron oceanía.
Título que recupera el espíritu, estilo y ambición de En el país de la nube blanca, novela con la que Lark irrumpió con fuerza en el escenario literario de nuestro país.
Irlanda, 1846. Kathleen y Michael se aman y planean en secreto abandonar su tierra natal, la humilde y hambrienta Irlanda, en busca de una vida mejor en el Nuevo Mundo. Pero todos sus sueños se ven truncados cuando Michael es condenado como rebelde y desterrado a Australia. Kathleen, embarazada, se verá obligada a casarse con un comerciante de ganado y emigrar con él a Nueva Zelanda. Entretanto, Michael, con la ayuda de la audaz Lizzie, intentará escapar de la colonia penal para reencontrarse con su primer amor.
Primer título de una nueva trilogía en la que Lark regresa al setting de Nueva Zelanda, un acontecimiento editorial de primer nivel al ser el marco con el que la autora ha seducido a más de siete millones de lectores en todo el mundo.
Magistral recreación de la vida de aquellos irlandeses convictos que colonizaron Australia, así como los avatares de los barcos de presidiarios que se dirigían a las colonias penales de la Tierra de Van Diemen, la actual Tasmania, sin perder el marco de la cultura maorí en la Nueva Zelanda del siglo XIX, paisaje que se ha convertido en el sello indiscutible de la autora.

Opinião: 1° livro de uma nova trilogia da autora no cenário da Nova Zelândia. A autora continua com a mesma estrutura protagonistas femininas fortes e com vidas sofridas que passam um inferno até conseguirem atingir os seus sonhos, vidas de miséria e sofrimento que condicionam as suas escolhas, mas também ajudam a desenvolver a capacidade de serem fortes e de sobrevivência. A autora soube descrever uma Nova Zelândia que “cresce” com os novos habitantes, as dificuldades, mas também as alegrias. A intriga desenvolver-se ao longo de 17 anos. Os personagens secundários são interessantes. Gostei sobretudo da parte relacionada com os maoris. A autora coloca em foco o envio de prisioneiros para a Austrália e a caça ao ouro. O final foi enervante e graças a um personagem, um protagonista que eu batizei o estúpido, não gosto dele, muito fraco em termos humanos. Este é para mim, dos 6 livros que já li, o melhor livro da autora. Alguns personagens:
Kathleen: é conhecida pela beleza. Trabalha como empregado na casa de um senhor inglês. Esta apaixonada por um vizinho, o Michael, cuja família tem tudo menos boa fama. A família não aceita e prefere que case com o gerente da casa senhorial um irlandês do pior que maltrata os seus. O sonho é fugirem para a América, e para isso ele vai cometer um crime: roubar cereais para destilar whisky. Sozinha e gravida é casada com Ian e parte para a Nova Zelândia. A vida é um inferno, alegrada pelos filhos, e por uma vizinha que se transforma numa amiga. Juntas fazem o impensável, e criam um negocio de moda. Entre os sonhos do passado e o amor de juventude pelo Michael, um novo amor com um padre protestante ( o que entra em conflito com as suas crenças católicas), e o sentimento de culpa por um dos filhos, esta é uma personagem que vive um pouco perdida e com medo.
Elizabeth, mais conhecida por Izzie. Adoro esta personagem, o melhor deste livro. Como ela própria se define é alguém que quer ser bom e seguir a moral, mas a vida não lhe deixa. Quer viver e para isso faz o que pode, a começar por vender o corpo. Mas é por roubar um pão que é desterrada na Austrália. Na viagem conhece o Michael e apaixona-se. Izzie é cheia de ideias e de iniciativas, a vida é que não ajuda nada, como se verifica em diversas situações. Consegue fugir e ajudar Michael na fuga. Chegam à Nova Zelândia. Acabam separados, para se voltar a juntar. Izzie faz de tudo por ele, e é graças a ela que ele consegue algo. Izzie é forte, mas muito solitária, que quer respeito e ser amada por aquilo que é. é graças à sua personagem que os maories entram na intriga. Faz amizade com uma tribo, aprende a língua e costumes, e torna-se na índia branca. Este livro acaba por ser uma aprendizagem para esta personagem. No final consegue valorizar aquilo que é independente do passado e das coisas que fez para sobreviver. O final é feliz, apesar de ter preferido que desse um pontapé ao Michael depois de uma, ou melhor, mais uma, e para mim imperdoável estupidez.
Michael: mais conhecido como o estúpido. Rouba cereais e termina numa cadeia na Austrália, graças a Izzie consegue algo, mas esta tão “cego” com a imagem criada por si da Kathleen e do seu amor juvenil, que não consegue viver para além dessa imagem. No final consegue, sobretudo “ver” a joia que é a Izzie, mas apenas depois do pontapé que alguém lhe dá.
Claire: amiga de Kathleen. Inglesa e da nobreza. Casa com amor com alguém inferior socialmente. A vida na Nova Zelândia esta longe dos romances que leu, e o marido despreza-a e acaba por abandona-la. Com a amiga cria um negocio de sucesso. Empreendedora, optimista, é ela que faz com que a Kathleen no fundo faço algo.
Peter: padre protestante. Idealista, defende a teoria de Darwin, o que não agrada aos superiores. Esta apaixonado pela Kathleen.
Ian: marido de Kathleen. Casa com ela porque sabe que Michael lhe deu dinheiro. Cruel, mentiroso, falso, violento.
Nota: 5/5

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

141: Las olas del destino - Sarah Lark


Titulo: Las olas del destino
Titulo original: Die insel der roten mangroven
Autor/a: Sarah Lark
Editora: B
Páginas: 612
Género: Landscape
Desafio 2014 : -----
Sinopse: Isla de Jamaica, 1753. Deirdre, la hija de la inglesa Nora Fortnam y del esclavo Akwasi, lleva una vida protegida en la plantación de su madre y de su padre adoptivo.
Pese a los orígenes poco claros de la joven, los muchachos de la isla beben los vientos por ella. Deirdre, sin embargo, no siente el menor interés por ninguno de ellos hasta que el joven médico Victor Dufresne pide su mano.
Tras una espléndida ceremonia nupcial, la pareja de recién casados zarpa hacia Saint-Domingue, en La Española. Los sucesos que allí acontecerán transformarán sus vidas por completo…
Opinião: 2° livro da distopia sobre o Caribe. A saga continua. Nora e Doug escandalizaram a sociedade pelas reformas levadas a cabo na fazenda em favor dos escravos, o que leva a que muitos profetizem a bancarrota da família, muitas desgraças, e que sejam evitados por famílias. De todas as ameaças apenas a ultima é activa. Nora, Doug e os filhos de ambos são aceites com má vontade, mas Deirdre é evitada, ninguém esquece que é mulata, e apesar de não o fazem de forma declarada estão sempre a “esquecer “ de a convidar. Mas Nora tem um plano, agora que a filha esta em idade de casar, decide fazer a maior festa de sempre da ilha, e como são ricos e tem o apoio do governador acredita que as pessoas vão aparecer. Esta festa marca o inicio de algo. Deirdre cresceu conhecendo que é mulata, mas sem saber grande coisa sobre o pai biológico, o que mais tarde vai se descobrir foi um erro. Bela, mimada, um pouco rebelde cresceu num mundo protegido. Para ser honesta não gostei muito da personagem, achei egoísta, volúvel. Na sua festa de apresentação conhece um jovem médico de origem francesa, Victor. Este é filho de uma família de fazendeiro de A espanhola a actual Haiti, um idealista, que não concorda com muitas atitudes da família, um romântico, um pouco inocente diga-se. Casam e mudam-se para a ilha dele, e começam os problemas. O passado dela aparece de forma inesperada. Não estava nada à espera que a autora escolhe-se esta forma de introduzir o meio-irmão dela. Ela estava aborrecida com a vida como esposa de um médico, e eles nada sabiam um do outro, mas a forma como “saltaram” sobre a ocasião sem remorsos, sobretudo da parte dela não me agradou nada e fez com que detestasse um pouco mais a personagem. Qual o motivo de ter gostado do livro? O ambiente, o cenário criado pela autora e pela Bonnie personagem secundaria muito mal aproveitada, deveria ter tido mais “tempo” na intriga. Bonnie é uma escrava no inicio do livro, a vida dela é um inferno, os únicos momentos alegres são quando está próxima de Chefe um negro livre que trabalha com a mãe. Este não lhe liga grande coisa, mas para ela uma palavra é algo gigantesco. Por isso quando descobre que ele vai partir e foi aceite num barco pirata, decide que esta na hora de se libertar. Transforma-se em Bobie. Disfarçada de rapaz começa como faz de tudo até se tornar no responsável do canhão no barco pirata. As coincidências da vida faz com que ela precise de um médico e seja Victor que a cure. O momento em que os personagens se cruzam pela 1° vez altera toda a intriga. Tal como no 1° livro, neste também existe luta de escravos pela liberdade. A parte final é cheia de drama, de sonhos que se desfazem, e de outros que começam pouco a pouco a crescer e a tornar-se realidade. O final é aquele que esperava, mas teria gostado que o Victor desse um pontapé à Deirdre. Adorei o romance da Bonnie com o Leon, a forma como pouco a pouco ele foi construindo a confiança, respeito e amizade, a maneira subtil como foi se aproximando dela. Adorei o final feliz destes dois. Apesar de não gostar muito do Chefe, muito interessado nele e que nunca estava satisfeito com nada, reconheço que o romance dele com a masai teve a sua piada. A parte final do livro tem mais ritmo que a inicial. Este é o 5° livro da autora que leio, e já tinha notado que a estrutura dos livros são muito semelhantes, mas nesta distopia a semelhança é muita. Em conclusão, um romance bem documentado, personagens bem construidas (mesmo tendo detestado a protagonista), e um livro que não é apenas romance.
Nota: 4/5

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Livro n.° 91


Titulo: La isla de las mil fuentes
Titulo original: Die insel der tausend quellen
Autor/a: Sarah Lark
Editora: Editiones B
Paginas: 652
Género: Landscape
Site autor/a: http://www.sarahlark.es/

 
Sinopse: Isla de Jamaica. Tras la muerte de su primer amor, Nora, la hija de un comerciante londinense, se une, a través de un matrimonio de conveniencia, a Elias, un viudo propietario de un plantación de azúcar. La vida en el Caribe, sin embargo, no es como Nora había soñado. A partir del asalto nocturno a la plantación, Nora se verá envuelta en los tumultos provocados por esclavos rebeldes relacionados con la Abuela Nanny, quien también fue esclava.Nora lo pierde todo, salvo la vida y la esperanza de encontrar de nuevo el amor y decidir libremente sobre su futuro.
Opinião: 1° livro de uma série de 2. A maior qualidade desta autora é saber contar historias, podem não agradar a todos, mas não deixa indiferente ninguém pelo bem ou pelo mal. Tenho lido algumas opiniões sobre a violência nos livros desta autora. Se incomoda ? Incomoda, mas a verdade é que já li pior, e o mundo criado pela autora acaba por envolver-me. Este livro têm violência, mas de todos os que já li é o mais soft, e menos descritivos, o que eu agradeci, neste livro fala-se sobre um tema que eu odeio ler em livros, pedofilia, a autora não entrou em detalhes, e é um assunto que termina por ser rápido, e tornar-se numa poeira em toda a intriga, apesar de pessoalmente ter estado sempre presente. A autora muda de cenário, desta vez viajamos até à Jamaica. A protagonista fez-me lembrar um pouco uma mistura entre a Gwen e a Helen, personagens do 1° livro da trilogia « No pais da nuvem branca ». A diferença é que esta protagonista luta mais pelos seus interesses. Spoilers. O inicio deste livro esta cheio de emoção, e pessoalmente foi um pouco duro ler. Nora é a filha de um rico comerciante, mimada, sem nenhuma noção da realidade, sonha em casar com um dos secretários do pai e ir viver com ele para uma colónia nas Caraíbas. Simon é um antigo nobre, pobre, mas com um sentido de honra enorme. Esta apaixonado por Nora mas tem consciência que este é um amor se futuro. Mas a solidão, o desespero e sobretudo a esperança que o seu amor seja aceite, faz com que sonhe com Nora sobre uma vida feliz. Esta parte serve sobretudo como passagem para a Nora. De criança mimada transforma-se numa mulher madura consciente pela primeira vez da crua realidade da vida, quando o seu pai recusa o noivado e encontra Simon muito doente. Foge e cuida até ao fim de Simon. Sem vontade de viver dedica-se à caridade para desespero do pai. E um dia encontra em sua casa Elias Fortman, um homem rico, com plantações de cana de açúcar nas Caraíbas. Mais velho pede casamento a Nora, que aceita decidida a cumprir um dos sonhos de Simon. A realidade que a espera esta longe do sonhos que criou com Simon. Apesar de ter adorado a ilha, a relação do marido com os escravos revolta-a, entre ela e o marido não existe nada, e mais tarde conhece o filho de Elias, Douglas por quem se vai apaixonar. Com sentimentos de culpa por amar de novo, decide arriscar mesmo que isso provoque um escândalo. Ao mesmo tempo descobre segredos escuros do marido, e a fazenda é atacada. Todas acreditam que esta morta, mas ela é raptado por um escravo que tinha sido criado com Douglas e levada para uma cidade aonde quem manda é uma antiga escrava, que se designou rainha e protege escravos livres,e escravos que ajudou a fugir. Akwasi foi criado com Douglas, e sem que o pai deste se apercebe-se aprendeu a ler e a escrever, algo proibido, e que mais tarde teve consequências. O resultado um ódio enorme pelos brancos e em especial pelo Douglas, a quem também não perdoa amar Nora por quem tem uma obsessão. Outra personagem interessante e importante é Màanu, uma escrava louca por Akwasi. Torna-se amiga de Nora quando esta começa a ajudar os escravos e a cura-los, mas quando descobre o amor de Akwasi, decide vingar-se. Vingança com resultados desastrosos a todos os níveis, mas isso não a impede de continuara a lutar pelo Akwasi. Apesar de acreditar que Nora esta morta, Douglas não a esquece, e quando surgem rumores sobre uma escrava branca vai fazer de tudo para saber quem é e salva-la acreditando ser Nora. A autora conseguiu recriar o ambiente que se vivia nas fazendas, da vida dos escravos, das revoltas. A intriga tem muito que se lhe diga. Algo interessante, o epilogo é uma nota informativa da autora sobre os dados reais em que se inspirou, e esclarecimentos. Normalmente os autores separam esta parte da intriga principal. Concluindo diria também que afinal as galinhas não eram necessárias. (piada quem ler vai entender).

Book trailer : a autora quase não fala do livro, mas é o oficial para ele...
 

Nota: 9/10






sábado, 22 de dezembro de 2012

Titulo:  El grito de la tierra
Titulo original:  Der ruf des kiwis
Autor/a: Sarah Lark
Editora:  Editiones B
Paginas: 729
Genero: Romance de época –curiosidade os alemães classificam como Landscape Novels
Site autor/a: http://www.sarahlark.es/

Sinopse original: Nueva Zelanda, 1907. La infancia de Gloria termina abruptamente cuando es enviada junto con su prima Lilian a un colegio en Gran Bretaña.

Si bien Lilian encaja en las costumbres que impone el viejo mundo, Gloria quiere volver a toda costa a la tierra que la vionacer, para lo cual ideará un atrevido plan.
El profundo sentimiento que la empuja a regresar marcará su destino y convertirá finalmente a Gloria en una mujer más fuerte.

 Comentario: Ultimo livro da trilogia, pessoalmente o que menos gostei, sobretudo porque não concordei com o seguimento dado a uma das personagens, havia outras possibilidades. Este livro vai  ser relatada num periodo de 10/11 anos e que envolvem o antes, durante 1° guerra mundial. Os protagonistas são a Gloria e o Jack – o casal dramatico, e a Liliam e o Ben – o casal comico. Todos são filhos de personagens das anteriores intrigas.

Gloria: filha de Kuna e herdeira da fazenda, não é bela nem talentosa como os pais, algo que estão sempre a lhe dizer. A sua aparência herdou-a dos genes maoris. Adora andar a cavalo, trabalhar com as ovelhas, da rotina de uma fazenda. Quando tem 12 é enviada para Inglaterra, para uma escola que da preferência às artes. Não quer, mas os pais ordenam e a avo não consegue fazer nada. A relação com os egoistas dos pais não existe. O unico consolo é o Jack, e a Liliam que é enviada com ela. A vida em Inglaterra é tudo menos idilica o que a faz fechar-se e perder confiança nela. Sintomas agravados quando os pais a levam para os USA, para integra-la ao espectaculo e fugir à guerra. Isolada vai fazer uma asneira, na tentativa de fugir e regressar a casa. É aqui que eu achei exagerada a opcção da autora. Sempre considerei a Gloria uma solitaria, medrosa, mas inteligente, e haviam outras opcções, nem o facto de ter deixado de receber noticias do Jack, se sentir por isso ofendida, ou abandonada também pela avo. podia ser bastante inocente, mas depois do que aconteceu e da conversa que teve com a "amiga" dele....

Jack: alguns anos mais velho que Gloria. Desde que esta nasceu que a protegeu. Tentou evitar a viagem desta, mas não conseguiu. Personagem bastante sofrido, ja que se vai apaixonar e casar e perder de forma dramatica a esposa. Numa tentativa de esquecer resolve alistar-se e ir para a guerra. Nunca desistiu de contactar Gloria, mas sem resposta sem saber que o pai dela tinha proibido a entrega das suas cartas.

Estes dois personagens vão voltar à fazenda quase ao mesmo tempo, ambos destruidos por diferentes razões. A vida quotidiana, a rotina e toda a bagagem emocional, faz com que não vivam, se “arrastem” para desespero da Gwen. Achei interessante a forma como a autora proporcionou a “cura” dos personagens e o transformar do carinho no amor.

Lilian: prima da Gloria, mais nova, mais bonita e completamente diferente. Vai adorar ir para Inglaterra. Sonhadora, romantica, exagerada, fala pelos cotovelos, e sabe muito bem o que quer da vida. Sobretudo quando se apaixona e decide que o romance com o Ben é uma versão de romeu e Julieta, mas que desta vez terà um final feliz.

Ben: filho dos rivais em negocios do pai de Liliam. Pragmatico, apesar de ser bastante trapalhão, intelectual, e escreve poemas que so a Lilian gosta. Tem uma pessima relação com a mãe que quer que se dedique ao negocio familiar: as minas.

A historia destes dois é hilariante. Ele nem viu o que lhe aconteceu quando conheceu a Lily, que apesar de parecer futil é muito inteligente é ambiciosa. E ideias não lhe faltam.

Estes personagens serviram para equilibrar os horrores da guerra, e a escolha da Gloria. Gostei de rever personagens, e das pequenas intrigas paralelas. O que gostei menos as ja estava à espera, foi do desaparecimento de alguns personagens. Dos 3 livros este é o mais fraco, senti a autora um pouco perdida inicialmente, não sei se a intriga com a professora e o reverendo era mesmo necessaria. E depois à a escolha que fez para a Gloria que nem consigo comentar em condições. Ponto positivo para as cartas do Jack gostei bastante. Outro ponto negativo a “cegueira” da Gwen, não estava à espera de certas opções e comentarios e a velhice, e o facto de estar habituda a controlar não justificavam.

 Book trailer:
 

Nota: 8/10

terça-feira, 8 de maio de 2012




Titulo: La cancion de los maories

Titulo original: Das lied der maori

Autora: Sarah Lark

Editora: Ediciones B

Pàginas: 703
Género: romance historico/saga familiar

Site autor/a: http://www.histo-couch.de/sarah-lark.html

Sinopse: En La canción de los maoríes, las primas Elaine y Kura se debatirán entre las raíces inglesas y la llamada del pueblo maorí para forjar su propio destino. Entretanto, vivirán los vaivenes de una tierra comparada con el paraíso a la que llegan misteriosos desconocidos decididos a quedarse.
Nos encontramos en 1893 en las llanuras de Canterbury. Muchos años han pasado desde que las dos jóvenes Gwyneira y Helen llegaran a estar tierras y las cosas también han cambiado.
Ahora Nueva Zelanda es su hogar y donde han visto crecer a sus hijos y nietos. Entre ellos a Elaine O’ Keefe una joven de dieciséis años alegre que aunque suele ayudar a sus padres en la tienda sueña con dirigir rebaños de ovejas y galopar a lomos de su caballo.
Kura es prima de Elaine pero muy distinta a ella. Una muchacha que a sus quince años es estremecedoramente hermosa, pero fría y lejana, cuyo único interés se centra única y exclusivamente en la música y en ella misma.
No es que las primas tengan mucho contacto entre sí pero su rivalidad se pone patente de forma definitiva cuando las dos luchan por el mismo hombre. Una situación que no solo les traerá algún que otro quebradero de cabeza sino que cambiará sus vidas de forma irremediable y para siempre.

Comentario:
 A “la cancion de los maories” é o segundo livro de uma série que estou a adorar. Ambientada na Nova Zelandia do final do sec 19. As personagens principais são a Elaine filha da Fleur e neta do James e da Gwen e a Kura filha do Paul e da Maram e neta da Gwen. Ambas sao muito diferentes e vão ainda se separar mais quando o William surge , fazendo com que as escolhas dele e delas influenciem todas a historia.

Elaine, é viva e alegre sabe que não é tão bonita como a prima mas é feliz, apenas inveja o facto da Kura viver numa fazenda, já que adora cães e cavalos. Quando surge o william apaixona-se por ele e pela ideia de ter uma família. Mas este após a começar a cortejar muda de ideias e volta-se para prima. Vai ter um desgosto que a leva a uma grande falta de confiança, que a vai influenciar quando conhece o Thomas filho de um inimigo. Não aceita o aviso da mãe nem mesmo da Daphne a dona do bordel e amiga da avo. O casamento vai ser um inferno vive presa em casa e o marido é cruel. Consegue fugir mas vai ser perseguida pelo sogro. Muda de identidade e arranja emprego a tocar piano num bar que também é um bordel e vai ser la que conhece o Tim filho de um dos donos das maiores minas da região mas tudo parece estar contra e os segredos dela não ajudam.

Kura: superficial, mimada, egoista, sabe que é bela e que consegue tudo o que quer, é obcecada pela musica e o seu grande sonho é triunfar na europa, ser reconhecida. É manipuladora, consegue o que quer devido ao estatuto de herdeira de uma das maoires fazendas de gado da nova zelandia. Mas também vive sobre a pressão. No final do 1° livro, para que a Gwen não perde-se a fazenda ela e o Tonga, chefe da tribu maorie a quem foi devolvida a terra , por decisão de um tribunal, estes chegaram a um acordo, como era mestiça a Kura  passaria para o filho/a que nascesse dela, visto que ela tinha sangue maorie. Por isso esta sempre a sofrer pressões da ambos lados para casar com alguem que eles conhecem,  ela aprendeu a aproveitar  o interesse de ambos para ter tudo. Quando conhece o william apaixona-se e faz tudo para o conseguir. Este so pensa em ser o novo barão da lã, apesar de gostar dela. Apos o casamento descobre que não vai conseguir realizar os sonhos e fica gravida. O casamento não é perfeito e foge com uma companhia de canto e bailado, mas a vida dela vai dar uma grande volta, e vai perder muita coisa. Vai ter à mesma terra da Elaine e o unico emprego que consegue é a tocar e cantar no outro bar mal afamado da zona. Uma série de incidentes graves vai aproxima-las e fazer com que façam as pazes. Apesar de não ter gostado inicialmente da Kura e do William acabei por lhes achar piada no final, o reencontro deles apos 2 anos de separaçao foi hilariante.
Nota: 9/10

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