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quarta-feira, 9 de abril de 2014

59: Le braconnier du lac perdu - Peter May

 
 
Titulo: Le braconnier du lac perdu
Titulo original: The chessmen
Autor/a: Peter May
Editora: Babel Noir
Páginas: 362
Género: Suspense
Desafio 2014 : new author
Sinopse original: Fin Macleod, now head of security on a privately owned Lewis estate, is charged with investigating a spate of illegal game-hunting taking place on the island. This mission reunites him with Whistler Macaskill - a local poacher, Fin's teenage intimate, and possessor of a long-buried secret. But when this reunion takes a violent, sinister turn and Fin puts together the fractured pieces of the past, he realizes that revealing the truth could destroy the future.
Opinião: 3° e ultimo livro da trilogia Lewis. A estrutura deste livro é parecida com o anterior. Apesar do final ser previsível, no caso do crime, surpreendeu-me, apesar de ter uma certa lógica, o final dado a alguns personagens. Fin esta de regresso à ilha, tenta salvar, direi mesmo “ressuscitar” aquilo que existia entre ele e Marsilis, mas aquilo que ambos desconhecem da vida de ambos, cava um buraco enorme entre eles, e ambos tem dificuldades em ultrapassa-lo. Finn tem um novo emprego, chefe da segurança de uma quinta especializada em caça e pesca. O seu trabalho vai coloca-lo frente a frente com 2 antigos amigos: Kenny que é o gerente da quinta, e Whistler que arrenda terras ao dono da quinta. Entre estes dois a amizade passou para segundo plano, desde que a esposa de Whistler o trocou por Kenny, e para complicar a situação, esta morre deixando a tutela legal da filha de Whistler com Kenny, o que origina uma guerra judicial. Adorei a complexidade do Whistler, muito inteligente, abandona um futuro promissor ao recusar ir para a universidade. É uma personagem que adora esculpir, estar no seu mundo, conviver com a natureza. A infância dele foi cheia de necessidades, o que condiciona um pouco a sua forma de ser, e tudo aponta para que seja um pouco autista. Vive em conflito com o dono da quinta, porque não paga a renda e rouba peixes e veados, que ele utiliza para consumo próprio. E Fin tem que o parar, algo que não consegue e não quer. As memorias de Fin, fazem com que o leitor viaje ao período em que frequentou o liceu e depois os primeiros anos de universidade. São memorias do tempo em que foi o rodie de uma grupo de jovens, um grupo de musica céltica. Amizades, conflitos, ciumes, traições, lealdades, que ajudam a compor um grupo de personagens interessantes e a entender melhor o Fin. Estas “viagens “também servem para entender melhor o crime que se resolve na actualidade. Num acontecimento raro um lago fica sem água, e descobre-se dentro um avião desaparecido à cerca de 18 anos e que pertencia ao líder de um grupo de musica céltica, o mesmo grupo ao qual pertenceu de certa forma Fin. Esta descoberta vai colocar a descoberto segredos. E apesar de não ser policia, Fin vai “infernizar” a vida a Gunn e tentar descobrir a verdade. Em paralelo temos o audiência episcopal de Donald. Em relação a este aspecto, achei a atitude da Catriona estúpida, mesquinha e egoísta, para mais com aquele final idiota... Neste livro é resolvido o mistério da morte de Robbie, filho de Fin, morte que “assombra” toda a trilogia. Achei curioso, que o autor tivesse deixado nas ultimas palavras aquela sensação de vazio, e um pouco de desnorte. Em conclusão. Adorei a trilogia, a escrita melhorou de livro para livro, é uma autor ao qual vou ficar atenta.
Nota: 4/5

segunda-feira, 7 de abril de 2014

58: L'homme de Lewis - Peter May

 
Titulo: L'homme de Lewis
Titulo original: The Lewis man
Autor/a: Peter May
Editora: Babel noir
Páginas: 380
Género: Suspense
Desafio 2014 : new author
Sinopse original: A MAN WITH NO NAME. An unidentified corpse is recovered from a Lewis peat bog; the only clue to its identity being a DNA sibling match to a local farmer. A MAN WITH NO MEMORY. But this islander, Tormod Macdonald - now an elderly man suffering from dementia - has always claimed to be an only child. A MAN WITH NO CHOICE. When Tormod's family approach Fin Macleod for help, Fin feels duty-bound to solve the mystery
Opinião: 2° livro da trilogia de Lewis. Gostei mais do que o primeiro. Menos descritivo, mais dialogo, os personagens são mais presentes na intriga. O autor volta a intercalar o passado com o presente. Adorei a parte do passado, apesar de triste e dramática, mas fez com que o livro fosse mais emotivo, mais sensível. A parte final surpreende, mas no fundo acaba por ser o fechar de um ciclo para determinados personagens. Este é um livro ambiente “pesado”, mas não tão “negro” como o anterior. A intriga começa com a descoberta de um corpo enterrado na turfa. Todos acreditam pertencer a alguém com séculos talvez, mas um especialista descobre na autopsia que isso é impossível. Além de uma tatuagem do Elvis, descobre que a pessoa tinha sofrido uma intervenção cirúrgica, e foi torturado antes de assassinado. A identidade é um mistério, mesmo depois de descobrirem, graças ao ADN recolhido na morte do anterior livro, que este tem uma ligação com o pai de Marsaili. O problema é que este tem Alzheimer, e nem tudo o que diz tem lógica. Finn vai ajudar na investigação, não como policia, pediu a demissão e voltou para a ilha, mas pelo envolvimento da família de Marsaili e de Fionnlagh. De forma paralela acompanhamos o regresso de Finn, a vontade de reconstruir a casa dos pais, as memorias. Esta é uma personagem que anda perdida, sem saber vem o que fazer em seguida, como reagir a antigos amigos, e em especial a Marsaili, ao filho. Outra historia paralela é a luta de Donna e Fionnlagh por criarem a filha, por estarem juntos, o que não agrada a Donald. Gostei de ver a evolução da personagem do Donald. Outra personagem interessante é o inspector Gunn que volta a ter destaque, e que arranja forma de Finn o “auxiliar”. E depois existe o pai de Marsili. É através das suas memorias confusas que conhecemos uma historia, triste, de solidão, sofrimento, de 2 rapazes e uma rapariga, católicos, abandonados num orfanato protestante, e que uma aposta estúpida tem consequências terríveis, e que leva a uma vingança que aparentemente não tem fim. E nem tudo em que sempre acreditaram é verdade.
Nota: 4/5

terça-feira, 25 de março de 2014

51: L'île des chasseurs d'oiseaux - Peter May

 
 
Titulo: L'île des chasseurs d'oiseaux
Titulo original: The blackhouse
Autor/a: Peter May
Editora: Babel Noir
Páginas: 425
Género: Suspense
Desafio 2014 : Diversidade literaria : policial; mount tbr reading ; new author
Sinopse original: When a brutal murder on the Isle of Lewis bears the hallmarks of a similar slaying in Edinburgh, police detective Fin Macleod is dispatched north to investigate. But since he himself was raised on Lewis, the investigation also represents a journey home and into his past.
Opinião: 1° livro da trilogia escocesa. A escrita é simples mas bastante descritiva. Narrada na 1° pessoa. A intriga intercala-se entre passado através das memorias do protagonista e o presente, sendo que o passado “ocupa” mais espaço. Passado que é essencial para entender o presente. Finn é policia no continente, e é natural da ilha de Lewis, ilha que ele nunca mais visitou desde que saiu. Mas agora tem que voltar. A vontade é pouca, mas acaba por se tornar numa desculpa para sair de casa, do seu ambiente caustrofobico, de dor e culpa, e afastar-se da esposa. Casamento que apenas se mantinha unido pelo filho, e agora este já não existe, o que o leva a tomar decisões. Finn tem que ir investigar um crime, cujas semelhanças com um caso que investiga é enorme. A volta à ilha e ao seu ambiente selvagem e pesado, faz com que comece a recordar os momentos mais marcantes da sua vida: o melhor amigo, o 1° amor, a perda dos pais, os sonhos e as desilusões. Gostei desta parte, da forma como é apresentado o protagonista ainda inocente, com o mundo pela frente, mas que a vida lhe vai demonstrando que nada é perfeito. Estas “viagens” servem também para conhecer-mos rivalidades, medos, segredos, serve para Finn começar a recordar algo que optou por esquecer, mas que esta sempre presente como uma sombra. Finn vai encontrar antigos amigos e colegas: Ardair, melhor amigo e rival amoroso, Duncan o antigo filho do pastor o rebelde que se tornou contra todas as expectativas padre, Marsaili, o 1° amor, com quem pensou ficar o resto da vida, com quem teve as primeiras experiências, sonhou um futuro, mas que por um motivo acaba casada com Ardair. E depois existe a vitima Ange, o bruto da escola, que não melhorou com os anos que criou inimigos, e cujo corpo foi encontrado pendurado e aberto, e cujo assassino tudo aponta ser um habitante. No meio de coisas ditas e não ditas, existe outro aspecto fundamental para entender esta intriga, uma tradição, por muitos considerada um rito de passagem de criança a homem. Este ritual ancestral e bárbaro consiste em em viajar de barco para um rochedo, e ficar durante 15 dias, sobreviver ao ambiente agreste, à escalada, para caçar pássaros típicos o Guga. Um aspecto interessante neste livro, é que de alguma forma as personagens em algum momento sonharam em “escapar” da ilha, viver uma outra vida, mas poucos o conseguiram, existe por isso uma espécie de luto. A principal intriga é previsivel, mas não deixa de ser interessante ir descobrindo os motivos.
Nota: 4,5/5