domingo, 17 de fevereiro de 2013

Livro n.° 29


Titulo: Terre Natale
Titulo original: Homeland – The legend of Drizzt
Autor/a: R. A. Salvatore
Editora: Milady
Paginas: 443
Género: Fantasia
Site autor/a: http://www.rasalvatore.com/
 
Sinopse original:
Drow ranger Drizzt Do’Urden, first introduced in The Icewind Dale Trilogy, quickly became one of the fantasy genre’s standout characters. But Homeland first reveals the startling tale of how this one lone drow walked out of the shadowy depths of the Underdark, leaving behind a society of evil and a family who want him dead. It is here that the story of this amazing dark elf truly began.
 
 
Opinião:
1° livro da série a lenda de Drizzt pertencente ao mundo “Reinos esquecidos”. Este livro tem todos os elementos clássicos de um livro de fantasia: criaturas fantásticas, escola de magia, heróis legendários, mundos misteriosos, escolas de guerreiros … O mundo apresentado é um mundo obscuro, amoral e perverso. Somos introduzidos no submundo, o mundo dos Drows, mais conhecidos como Elfos Negros. Adoradores de Lolth ser maléfico que se alimenta da crueldade, e do engano. A soberana é conhecida como a Rainha Aranha digna representante de Loth. Esta é uma sociedade matriacal, os grandes poderes mágicos são possuídos pelas mulheres, são elas as sacerdotisas, e são elas as chefes das Casas. Estas representam varias famílias, sendo que as mais importantes as 10 primeiras, os outros são considerados plebeus ou escravos. Estão divididas por poderes, n.° de soldados. Raparigas e rapazes são treinados desde crianças para serem grandes guerreiros, assassinos, manipuladores. O lema desta sociedade é: tudo é permitido, desde que não te apanhem. Desde que não existam testemunhas, podem matar, roubar, etc, que miguem ira fazer nada. Apesar de ser um livro de pura fantasia, esta historia tem uma intriga que pode ser considerada um pouco filosófica, no fundo o autor questionar-se sobre a moralidade ou a falta da mesma no individuo. Ao longo do livro seguimos o protagonista desde o seu nascimento até à “libertação” do submundo dos Drows, todas lutas, tormentos, e decisões vitais que vão revelar a sua verdadeira natureza. Protagonista que é a parte inocente, “pura” de toda a intriga. Alguns personagens:
Drizzt: 3° filho da Casa de Do'Urden, nasceu com o finalidade de ser sacrificado a Loth, de forma a colocar em pratica um antigo sortilégio, que possibilitou aos membros desta Casa subir na hierarquia, e não serem apanhados e eliminados. Mas algo acontece e ele já não é morto. Os drows são elfos Negros (literalmente), possuem cabelo branco, e não suportam a luz, mas Drizzt nasce com os olhos violetas, e suporta a luz. A sua educação é violenta, à medida que vai se apercebendo das conspirações, da crueldade e da podridão da sociedade a que pertence, algo nele começa a se revoltar, e apercebe-se que é diferente.
Zaknafein: drows, o mestre de armas mas poderoso, pertence à casa de Do'Urden. É pai de Drizzt, algo conhecido de apenas alguns. Apesar da violência, e ao contrario dos restantes Dows, tem problemas de consciência, que esconde. Tenta incutir os seus valores ao filho, e proteger ao máximo a sua “inocência”.
Alton DeVir: único sobrevivente da Casa destruída pelos Do'Urden, escapa à morte, e toma o lugar do seu “assassino” um feiticeiro conhecido como o sem Rosto. Uma única coisa o move a vingança. Mas cai nas malhas de uma outra Casa que o pretende utilizar.
Casa Do'Urden: a chefe Mãe Malícia, as filhas Maya, Brisa, Vierna, Dinin, cada um pior do que o outro, capazes de matar só pelo prazer.
Guenhwyvar: entidade de um plano astral, criada por um feiticeiro de uma outra Casa que quer destruir a Casa do'Urden, e que acaba por ser companheira e amiga de Drizzt.
Book trailer: achei piada
 
Nota: 8/10

Citações sobre livros ou leituras

Tradução livre
 (...)
A despedida é uma dor tão suave que te diria Boa Noite até o amanhecer... (...)

  William Shakespeare peça: Romeu e Julieta

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Citações sobre livros ou leituras

(...) Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e se fortalece.(...)

"A Sombra do Vento"  do autor: Carlos Ruiz Zafón

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Livro n.° 28


Titulo: La prophétie d'Asiès
Titulo original: La prophétie d'Asiès
Autor/a: Belinda Bornsmith
Editora: Cyplog (esta é uma editora online propriedade da autora)
Paginas: 645
Género: Romance paranormal / erótico


Sinopse: La Confrérie des Ombres a lancé son offensive, impitoyable et cruelle, et la race humaine en paye le terrible prix. Entre rivalités et trahisons, la Confrérie connaît toutefois des heures difficiles. Au coeur de la tourmente, Szon, guerrier dzellis, voit sa vie bouleversée par Lily, une humaine retenue en captivité. Son courage, sous une apparence fragile, l'attire étrangement. Une passion qui s'attise de jour en jour et menace de remettre en question... Le combat de toute une vie Kidnappée par Szon aux ordres d'un tout puissant Conseil, Lily se rapproche de ce dzellis qui a peuplé ses rêves durant des semaines - un être différent qui a pris part à la destruction de la race humaine. Pourtant, à son contact, elle se sent renaître et surmonte peu à peu la terrible fatalité qui l'a frappée bien avant cette guerre. Un lien curieux qui se renforce, un lien néanmoins difficile à accepter... Dans un chaos tragique À l'aube de passer de l'ombre à la lumière, la Confrérie arrive à une situation explosive, au seuil d un tournant décisif qui pourrait changer à jamais sa destinée, car lorsqu'une dzellis aux pouvoirs exceptionnels s'oppose avec courage à sa propre race, elle devient... L'espoir de toute l'humanité

Opinião:
2° livro da trilogia: “a Irmandade das sombras”. Este era um dos livros, senão o livro, que eu mais tinha vontade de ler. As expectativas eram enormes, e não fui desiludida. Mas em primeiro tenho que dar os parabéns a esta autora, que começou por se editar, lutando por um sonho, e no ano passado decidiu criar a sua própria editora online, algo que em França começa a ganhar força. Agora espero que não demore muito a escrever o final, apesar de ter consciência que a autora tem outra série em curso, que eu leio, e que provavelmente espera mais 2 anos pelo final. Adorei cada segundo da intriga, as cenas românticas, engraçadas, mais dramáticas, e claro as mais “quentes”. O que eu não gostei: eu sei que a maioria das fãs gosta da capa, mas eu não, acho-a muito cheia, e a letra poderia ter sido um tamanho maior, achei pequena, ou então sou eu que tenho de mudar de lentes. Uma breve introdução à historia: esta trilogia é sobre uma guerra entre humanos e dzellis que durante anos viveram na sombra de forma a sobreviver. Milhares de anos antes foram quase dizimados pelos humanos e os sobreviventes decidiram vingar-se e dizimar a raça humana. No 1° livro eles provocam o caos, e depois uma era glacial, levando à destruição de quase todos os humanos. O 1° livro terminou com a deserção de Ryala guerreira dzellis em favor dos humanos. E a milagrosa gravidez de Jenna a humana que conquistou um dos guerreiros Dzellis que mais odiava os humanos. Estes dois fatores trazem consequências para o 2° livro. Um plano é estabelecido para recuperar Ryala, e esse consiste em raptar um dos humanos com quem se aliou. Mas a chefia da Irmandade pelo Isathin, esta em perigo, os seus inimigos estabelecem um plano para chegarem primeiro e destrui-lo. Começam então varias conspirações entre os Antigos, e outros Dzellis sedentos de poder. Esta intriga é intercalada com outra, a romântica. Szon é um guerreiro dzellis conhecido por detestar humanos, ser mulherengo, e alguém a temer. É irmão do Slaren protagonista do livro anterior. Para ele o rapto seria algo fácil, o que não estava à espera era pela atracção que iria sentir por Lily, nem pelos sentimentos que começa a sentir e com os quais vai lutar. Lily, não é o tipo dele, é humana, e bastante frágil, devido a um acidente ficou parcialmente paralìtica, movimenta-se com ajuda de muletas, e com dificuldade. Gostei da personagem Lily, aparentemente frágil, é uma lutadora. Durante muito tempo teve estranhos sonhos com um homem misterioso. Quando vê o rosto do seu raptor tem um choque, já que o reconhece. Adorei a evolução da relação destes dois, teve de tudo, momentos de ódio, ternura, humor, e muito romance. Neste livro ficamos a saber mais sobre Asiès, a antiga soberana dos dzellis, e da sua profecia. Outros personagens secundários como a Lucille, o Dalen, o Siyin, o Cash ganham mais protagonismo. Aparecem novos personagens como a Ashlyn, uma Dzellis, que é medica e vai manter em estado de coma a Ryala após esta ser apanhada. Continuamos a acompanhar a relação da Jenna e do Slaren. A autora conseguiu surpreender-me, já que o final deste livro, já o esperava, mas como final do terceiro... agora estou em pulgas para ler a evolução da situação, além claro da relação entre a Ryala e o Dalen. Um dos pontos fundamentais deste livro, esta relacionada com a mudança gradual de muitos Dzellis à exterminação da raça humana. Em conclusão, este é um romance explosivo, cheio de informação e de acontecimentos, e com um casal romântico com muita, mas muita química. Quem gosta da autora Lara Adrien ou Shannon k. Butcher, vai adorar esta autora, o problema a autora é francesa, e apenas existe em frances.

Nota: 9.25/10

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Sexo e Fantasia (o titulo pode enganar :) )

Encontrei na net, uma discussão entre um grupo de autores de fantasia, sobre o género e o sexo, a evolução deste nas intrigas e mundo fantastico; influências na sociedade e leitores, etc. Outro assunto esta relacionado com a violência. Achei interessante quando discutiram sobre a reacção dos leitores americanos em relação a esses temas com outros paises. O tema é discutido por 4 autores, ja li 3 a adoro o estilo deles: Patrick Rothfuss; Peter V. Brett; Jacqueline Carey; Robert V. S. Redick  (o unico qua ainda não li). A conversa é muito interessante.
Para quem estiver interessado ver o video:

Musica do dia

Adoro o trabalho deste musico compositor. (a imagem do video vai se tornando mais clara à medida que a musica toca , podendo ver a foto toda no final)

Brian Crain - Dream of Flying 

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Citações sobre livros ou leituras

Eu podia citar todo o livro, um dos mais bonitos que ja li.
 (...)E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho,
que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho.
Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo,
propôs o principezinho.
Estou tão triste...
- Eu não posso brincar
 contigo,
 disse a raposa. Não
 me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse
 o principezinho.
Após uma reflexão,
acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho.
Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam.
 É bem incômodo!
Criam galinhas também. É a única coisa
 interessante que fazem.
Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos.
Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa.
Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim
senão um menino inteiramente igual a cem mil
 outros meninos. E eu não tenho necessidade de ti.
 E tu não tens também necessidade de mim.
Não passo a teus olhos de uma
 raposa igual a cem mil outras raposas. Mas,
 se tu me cativas, nós teremos
 necessidade um do outro. Serás para
mim único no mundo.
E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho.
Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa
na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os
homens caçam-me.
Todas as galinhas se parecem e todos os homens
se parecem também.
 E por isso eu aborreço-me um pouco. Mas se tu me
 cativas, a minha vida será como que cheia de sol.
Conhecerei um barulho de passos que
 será diferente dos outros. Os outros passos 
fazem-me entrar debaixo da terra.
O teu chamará-me para fora da toca, como se fosse
música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos
de trigo? Eu não como pão.
 O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não
 me lembram coisa alguma.
 E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro.
Então será maravilhoso
quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado,
fará lembrar-me de ti.
 E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho
 muito tempo.
Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse
 a raposa.
Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa.
Compram tudo
 pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de
amigos, os homens
não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu sentarás-te
primeiro
um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu olharei para ti
 com o canto do olho e tu não dirás nada.
 A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.
Mas, cada dia,  sentarás-te mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa.
 Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde,
desde as três eu começarei a ser feliz.
Quanto mais a hora for chegando, mais eu me
sentirei feliz.
 Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada:
descobrirei o preço da felicidade!
 Mas se tu vens a qualquer momento, nunca
saberei a hora de preparar
o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa.
É o que faz com que um dia seja diferente dos
outros dias; uma hora, das outras horas.
Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito.
Dançam na quinta-feira
com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia
maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores
dançassem qualquer dia, os dias seriam
 todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas,
quando chegou a hora
da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te
fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da
cor do trigo.Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua
é a única no mundo.
Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente
de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente
 iguais à minha rosa, vós não
 sois nada ainda. Ninguém ainda
vos cativou, nem cativastes a
 ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a
cem mil outras. Mas eu fiz dela
 um amigo. Ela á agora única
no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda.
Não se pode morrer por vós.
Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer
pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém,
mais importante que vós todas,
pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela
que pus sob a redoma. Foi a ela
que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu
matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas).
Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou
 mesmo calar-se algumas vezes.
É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples:
só se vê bem com o coração. O essencial é invisível
 para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho,
a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa
 tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu
o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa.
Mas tu não a deves esquecer. Tu tornas-te eternamente
responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável
pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o
principezinho, a fim de se lembrar. (...)

LE PETIT PRINCE - SAINT EXUPERY

fonte: http://triplov.com/