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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

159: Magia comanche - Catherine Anderson


Titulo: Magia Comanche
Titulo original: Comanche magic
Autor/a: Catherine Anderson
Editora: Terciopelo
Páginas: 334
Género: Romance de época / Oeste

Sinopse: Un hechizo se tejió alrededor de su corazón... Chase Wolf, atractivo y fuerte, cuya sangre comanche lo hacía peligroso, estaba acostumbrado a conseguir lo que quería. Así que cuando vio a Franny - un ángel rubio con profundos ojos verdes, rasgos delicados y una dulce sonrisa - se dispuso a hacerla suya. Ella tenía demasiados secretos para dejar que alguien entrara en su mundo, secretos que terminarían con la cordura de cualquier persona. Pero Chase estaba lejos de ser razonable, y a pesar de sus intentos desesperados por alejarlo, él no estaba dispuesto a dejarla destruir su futuro.
Opinião: 4° e ultimo livro da série Comanche. Este livro é sobre escolhas complicadas. Entre ser amoral ou regido pela moralidade, entre dignidade e sobrevivência. É sobre quem somos nos para criticar sem saber. O tema é bastante forte, e a protagonista invulgar, é uma prostituta. Franny é a melhor amiga de Indigo a protagonista do 3° livro. Amizade que é escondida de forma a evitar que a reputação de Indigo seja arruinada, algo que ela não liga nenhuma ao contrario de Franny. Esta é uma personagem bastante complexa. Aos 13 o pai morre, a mãe esta cega, e o irmão mais novo é deficiente e precisa de medicação constante e que é cara. É a mais velha de 8 irmãos e por isso sente-se responsável, da desgraça da família e da sua sobrevivência. Entre a fome, e manter as aparências, Franny cresce rapidamente e assume uma escolha difícil talvez a única num mundo machista e sem oportunidades de emprego. Criou uma personagem, um novo nome, e afasta-se da família de forma a protege-los. Sempre que esta com um homem “foge” para um lugar imaginário, e tem regras consideradas estranhas no seu mundo, eles não podem falar, a luz deve estar apagada, e não recebe ninguém depois da 1h da manhã. Resignou-se a esta vida. No fundo a família aproveita-se dela. Mas surge então Chase filho de Caçador e Loretta, irmão de Indigo, e o seu mundo fica fragilizado. Chase fica interessado nela quando a conhece até ao momento em que sabe qual é a profissão. Fica estúpido e decide fazer tudo para separar a irmã de Franny. Até ao momento em que deixa de ver Franny através da profissão e a ver como ser humano, como mulher. Gostei da forma como a relação decorre, como se vão reconhecendo, se apaixonando aos poucos. Mas nem tudo corre pelo melhor, e a profissão esta sempre lá para os recordarem. É uma historia complexa e ao mesmo tempo simples, com momentos muito fortes, emotivos. Em alguns capítulos a acção é um pouco lenta, e gostaria de que os protagonistas tivessem um pouco mais de química. Foi bom rever personagens de outros livros. Um bom romance, que deixa várias questões no ar.
Nota: 4/5




segunda-feira, 30 de setembro de 2013

158: Amor comanche - Catherine Anderson


Titulo: Amor comanche
Titulo original: Indigo Blue
Autor/a: Catherine Anderson
Editora: Terciopelo
Páginas: 366
Género: Romance de época / oeste
Sinopse: Dividida entre el mundo de los hombres blancos y el mundo comanche de sus padres, Indigo Wolf ha crecido separado de las gentes del pueblo de Wolf’s Landing, Oregon. Nadie comprender su espíritu esquivo… hasta que Jake Rand llega a la ciudad para trabajar como capataz en el rancho de su familia. Pero los verdaderos motivos de Jake son tan secretos como su auténtica identidad y tan personales como la creciente atracción que siente por Indigo.
Opinião: 3° livro da série Comanche. Este livro é sobre diferenças, aceita-las e ama-las, e sobre independência feminina. Passam alguns anos desde os acontecimentos do livro anterior.Indigo é filha de Caçador e de Loretta. Sempre viveu rodeada de amor e compreensão, o que a fez acreditar que era aceite por aquilo que ela era, mas aos 13 anos descobriu que as pessoas olhavam primeiro para a pele. Descobriu de uma forma cruel, e que faz com seja mais cínica e desconfiada. A partir desse momento rejeita a herança branca da mãe e assume a índia do pai. Mas é difícil, porque no fundo nem é uma coisa nem outra, mas sim a mistura. Bastante independente ajuda o pai na mina, o que nem sempre é visto com bons olhos. Tem como amigos um lobo e uma prostituta, uma amizade que esconde pelo óbvio, para não ser mais marginalizada, mas sobretudo para evitar mais rejeições da sociedades aos pais dela. Esta personagem é bastante complexa, forte, selvagem, mas também vulnerável, e um pouco sonhadora. Jake nasceu pobre, e após a morte da mãe quando era adolescente, sentiu-se obrigado e prometeu que iria cuidar dos irmãos, que nada lhe faltaria, e mais importante que nunca seria como o pai, um homem obcecado e cruel. Num golpe de sorte ficam ricos. Sem se aperceber começa a ficar um pouco como o pai, ausente, controlador. Numa conversa com a irmã (que quer estudar e ele não deixa porque é impossível uma mulher querer trabalhar....), e o irmão descobre o que estes pensam dele, e que o pai não é o homem honesto que acreditava que finalmente era. Decide ir investigar se é verdade que antes de comprar uma empresa este a arruína. Incógnito viaja para Vila de Lobos para conhecer Caçador, e a mina que ele quer comprar. Descobre que alguém anda a sabotar a mesma, faz-se passar por alguém que precisa de trabalho para saber mais. E tem o choque da vida dele. Entre ele é Indigo existe algo que ambos tentam negar por vários motivos: ela a desconfiança, insegurança pelo facto de ele ser branco e ela não, ele porque esta a viver uma mentira, e deixou uma noiva. Mas um incidente faz com que se tenham que casar. Esta parte é engraçada. Ver como ambos reagem ao casamento, aos sentimentos que surgem. E claro as tentativas de sabotagem continuam, e começa uma corrida contra o tempo para descobrir a verdade, já que Indigo passou a ser um alvo. E não é tudo Jack começa a temer a forma como Indigo irá reagir à sua verdadeira identidade. Esta historia tem bastante romance, os protagonistas tem muita química. Existem cenas de humor, de acção, e algumas dolorosas. A violência vai de certa forma diminuindo ao longo dos livros. Existem alguns personagens secundários interessantes, e foi bom ver o que aconteceu a alguns personagens de outros livros.
Nota: 4,5/5

domingo, 29 de setembro de 2013

157: Corazón comanche - Catherine Anderson


Titulo: Corazón comanche
Titulo original: Comanche heart
Autor/a: Catherine Anderson
Editora: Terciopleo bolsillo
Páginas: 397
Género: Romance de época / oeste

Sinopse: Amy Masters se ha visto obligada a dejar su hogar en la llanura de Texas y busca refugio en las doradas colinas de Oregón. Allí comenzará una nueva vida, si bien no puede olvidar la promesa hecha años atrás a Antílope Veloz, un magnífico guerrero comanche que había conquistado su corazón. Pero muchas cosas han cambiado en el mundo que la rodeaba y ahora Antílope es un conocido pistolero cuya cruel reputación le precede allá donde va. Él juró que jamás volvería a perder su honor y su orgullo, y que la belleza con cabellos besados por el sol que frecuentemente le atormenta en sueños deberá hacer honor a la sagrada promesa que le hizo bajo el cobijo y amparo de toda su tribu. Pero, ¿podrá conseguir que ella crea en sus sinceros sentimientos y despertar su pasión con sus anhelantes caricias?
Opinião: 2° livro da série Comanche. Este é o livro sobre a sobrevivência, ao extermínio de um povo, ao sofrimento de algo doloroso e que nunca será esquecido. Tinha curiosidade sobre este livro, os protagonistas são 2 personagens secundários do 1° livro e que eu adorei. A Amy é prima da Loretta, o Antílope Veloz é índio e amigo do Caçador. Quando se conheceram eram adolescentes. Ele ficou intrigado pela forma como ele reagiu quando o Caçador fez a “corte” à Loretta, e mais tarde depois de um ataque à Amy por comanches (origem hispânica extremamente violentos, criminosos), decide que é a mulher com quem quer casar. Foi engraçado ver os primeiros passos entre eles, sem falarem a mesma língua e com culturas diferentes. Veloz foi uma peça fundamental para que Amy supera-se o que lhe aconteceu. Achei interessante a atitude de Veloz, para ele Amy continuava pura e inocente, a forma como reagiu foi totalmente contraria à forma como reagiria um branco perante a mesma situação. Veloz aceitou-a, tal como era sem questões, para ele Caçador tinha vingado a honra dela, e mais nada importava, ou quase, estava desesperado que ela aceita-se oficializar o noivado perante a tribo antes que alguém lha “roubasse”. Compromisso que na cultura Comanche equivale a casamento, e ele estava disposto a esperar que crescessem antes de consumar. Ela acabou por aceitar, mas a guerra entre os seus povos separa-os prometendo ele de a procurar e ela de esperar. Esta espera foi longa e quando ele o faz o padrasto dela informa-o sobre a sua morte. Procurando também a morte torna-se pistoleiro, e de vez enquanto rouba junto com comanches. Mas é a atitude violenta destes que termina por fazer com que se afaste dessa vida e procure o Oeste e a vila aonde estão Caçador e Loretta e tem o choque da vida dele. Amy esta viva, trabalha como professora, mas enquanto esperou por ele aconteceu algo que a tornou mais vulnerável. Ela não aceita a escolha de vida dele. E começa a “guerra” para ver quem leva a melhor, vale tudo até enviar o outro para a prisão. Esta luta permite conhecer mais intimamente os personagens os seus lados sombrios e luminosos, através de momentos de tristeza, dor, esperança. Adorei a forma como o romance decorreu de forma suave, com altos e baixos. E quando tudo parece começar a encaminhar-se, o preconceito e o passado surgem para mostrar que a convivência entre raças é difícil e a intolerância das pessoas é enorme, nem se dão ao trabalho de conhecer algo, e o medo do desconhecido é o pior e leva a julgamentos desnecessário e completamente idiotas. Gostei da construção da intriga, os diálogos são muito bons. Temos romance. Neste livro existe muito menos violência do que o anterior, apenas existe uma tentativa de violação à filha do Caçador e da Loretta que Veloz e Amy impedem.
Nota: 4,5/5

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

156: Luna comanche - Catherine Anderson


Titulo: Luna comanche
Titulo original: Comanche moon
Autor/a: Catherine Anderson
Editora: Terciopelo Bolsilho
Páginas: 475
Género: Romance de época / Oeste

Sinopse original: Orphaned after her parents were killed by Comanches, Loretta Simpson still lives in terror. Hunter of the Wolf believes that Loretta is a woman of ancient prophecy he must honor. Loretta sees him as the enemy who has kidnapped her. They soon find their enmity changing to respect and care. In such conflict, it will take the force of love to find a safe haven.
Opinião: 1° livro da série comanche. Segundo a profecia do povo comanche, um guerreiro reconhecido pelo símbolo de lobo, mas não chefe da tribo, irá perder quase tudo o que ama no meio do sangue, mortes e tristeza. O ódio irá leva-lo a lutar contra os Olhos Pálidos, mas no momento em que o ódio atinge o seu máximo, irá conhecer uma Olhos Pálidas de cabelo dourado. Irá reconhece-la pelo silêncio provocado por uma grande dor, que a leva a odiar os comanches. Mas no momento em que a deve matar não o fará. No meio de desconfiança nascerá um amor difícil, que levará a que um fosso de sangue se faça entre os 2. E se o amor sobreviver ambos devem partir para longe, de forma a que eles salve o seu povo de ser levado pelo vento do esquecimento. Assim começa a historia entre o Caçador um membro de uma tribo comanche e Loretta uma branca. Ambos odeiam o povo do outro, ambos sofreram perdidas importantes e extremamente dolorosas que os marcaram para sempre. Caçador decide caçar e eliminar aqueles que num dia mataram quase a totalidade da sua tribo, entre eles a esposa gravida. Loretta perdeu os pais, morreram de forma violenta nas mãos de comanches. Ela assistiu a tudo escondida e o choque fez com que perde-se a voz, agora vive com uma tia, a prima que adora, e o marido da tia um tipo interesseiro, que considera todos os índios piores do que animais. Os dois vão encontrar-se, e ele vai revendica-la, mesmo desprezando-a e sabendo que é mutuo , e quando a aproximação da corte comanche não funciona, rapta-a. Ambos vão aprender que nem tudo é branco ou negro, que existe sempre uma terceira via, e que existem boas e más pessoas em qualquer lado. A escrita é simples, por vezes poética. É uma historia de amor romântica e bonita, mas bastante violenta. Existem 2 cenas pesadas. Uma implica a prima da Loretta, e outra um ataque à tribo do Caçador, caíram umas lágrimas, impossível não o fazer. A autora quis escrever o mais próximo da realidade, existem bastantes diálogos com frases em língua comanche, umas vezes traduz outras não, o que foi pena. Gostei da forma como foi apresentada a tribo. Este livro tem diálogos interessantes, gostei de um discurso entre o protagonistas, em que cada um faz valer a sua opinião de que a sua raça é a pior. Personagens secundário interessantes,com alguma independência e um protagonismo próprio. Em relação aos protagonistas tinham química, e gostei das personalidades ambas fortes, sobreviventes, e gostei que não fossem perfeitos que cometessem erros.
Nota: 4/5